Fragmentos

1. Em democracia derrubamos ideias, não pessoas (= não-violência).

2. Em democracia derrubamos as piores ideias, sem a pretensão de encontrar a melhor ideia (não-otimização).

3. Em democracia não visamos o consenso*, mas a institucionalização da possibilidade de dissenso.

*A ilusão habermasiana.

El Calafate

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Fragmentos

Destruíram o ‘público’ quando confundiram público com estatal. O primeiro é sustentado pelas pessoas, o segundo controlado por políticos.

Mykonos

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Notas de Aula

A gente observa a aproximação profundamente antiética ao problema da política pela esquerda liberticida, à beira da autodissolução, e se pergunta qual a sua raiz.

Pois bem, a raiz algo longínqua, ainda na origem da modernidade, é o espinosismo (mais do que o maquiavelismo), e sua identificação crua entre direito e poder.

A raiz próxima, em seqüência ao colapso do marxismo, é a dialética negativa, a dissolução da substância única em totalidades fragmentadas e dissipativas, quer dizer, a dissolução do espinosismo em niilismo.

Este processo de decadência tem duas fases: 1) Indiferença à liberdade (à abertura da coerência a seus múltiplos modos); 2) indiferença à própria coerência.

As pessoas, que não são bobas, sentem na própria pele o veneno do niilismo, e se lançam de braços abertos aos políticos de “direita”.

Não me parece ser um processo de curto prazo. Que venha com ele o colapso da própria briguinha infantil entre “esquerda” e “direita” e desapareça de vez o fantasma caquético da revolução francesa.

Trancoso

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Fragmentos

Democracia pode significar o poder do povo ou o poder das pessoas. Um sentido é o reverso do outro.

É a diferença entre uma visão holista e outra estritamente relacional ou dialética em ontologia social. A primeira versão é compatível com uma visão liberticida, a segunda não.

El Calafate

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